


Quando se classificou para a decisão do Aberto da Austrália, o suíço Roger Federer, descontraído, brincou com um assunto que há muito incomoda os apaixonados por tênis na Grã-Bretanha: o interminável jejum dos britânicos em Grand Slams.?Federer disse, ainda em quadra, que imaginava que a decisão, contra o escocês Andy Murray seria complicadíssima porque, segundo o suíço, o rival tentaria o título com todas as forças porque os britânicos estavam há “150 mil anos” sem ganhar um Grand Slam. Se depender do número um do mundo, a turma da Grã-Bretanha vai ter que esperar mais um tempinho até ver um de seus filhos campeão de um dos quatro “grandes”. Ontem, diante de um nervoso Andy Murray — um escocês de 22 anos que carregava na raquete a pressão de tentar, pela segunda vez (em 2008 ele perdeu a final do US Open para Federer), se tornar o primeiro vencedor britânico de Grand Slam desde que Fred Perry triunfou no US Open, em 1936 —, Federer não deu chances ao rival e venceu o Aberto da Austrália pela quarta vez com uma vitória por 3 x 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 7/6 (13/11), em 2h41min de confronto. O troféu em Melbourne ampliou o recorde de Federer, maior vencedor da história do Grand Slam, para 16 triunfos. Além disso, ele se tornou o maior campeão do Aberto da Austrália na Era Aberta (quando os torneios passaram a ser disputados pelos profissionais, em 1968). O recordista absoluto, entretanto, é o australiano Roy Emerson, que venceu em 1961, 1963, 1964, 1965, 1966 e 1967. O vice-campeonato rendeu uma posição no ranking ao britânico Andy Murray. Ele subiu uma posição e aparece hoje, na lista da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), na terceira colocação. Quem também subiu foi o sérvio Novak Djokovic, que passou de terceiro para segundo. O grande perdedor da semana foi o espanhol Rafael Nadal. Campeão em Melbourne em 2009, ele caiu da segunda para a quarta posição.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Roger Federer.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário